domingo, 20 de janeiro de 2008

Último Capítulo

Hoje, posso dizer que sou outra pessoa.
O autodestrutivo Jade está tão fraco que nem percebo sua presença. Quando falo de Jade não me refiro a uma personalidade paralela a de Jeremias, mas sim, de um lado extremamente negativo que por muitos anos destruiu minha vida. Quando tomei conhecimento que eu, Jeremias tinha a mesma força que essa minha face ruim, enfrentei todos os obstáculos e afirmo que já consegui vencer a maior parte deles.
Todo esse processo foi possível, pelo fato de ter encontrado explicações para minhas questões no Espiritismo. A doutrina espírita, codificada por Allan Kardec, trouxe resposta para conflitos existenciais que me atormentavam. Infundiu a esperança que precisava para construir um novo Jeremias
Atualmente existe outra faceta que uso para enfrentar o dia a dia de cara limpa e peito aberto. Afinal, todos nós temos uma "máscara" que usamos para nos relacionar superficialmente com as outras pessoas.
Para quem me conhece intimamente continuo sendo o Jeremias de sempre. No entanto, um Jeremias muito mais maduro, lúcido e capaz.
Vocês acham que eu vou omitir o que aconteceu nesse período? É claro que não! Essa é a melhor parte da história, que passo a resumir em etapas:
Após sumirem os hematomas e sararem os machucados do meu rosto, decidi nunca mais voltar a Via Ápia.
Parei com o processo de suicídio crônico. Decidi dar uma virada para melhor em toda a minha vida. Os antidepressivos receitados pelo médico me ajudaram a recuperar o ânimo. Na religião busquei a força.
Voltei a procurar emprego de uma forma diferente. Estava mais confiante. Minha mãe, como sempre, apoiou-me nessa etapa.
Depois de muitas semanas fazendo entrevistas e distribuindo currículos, finalmente consegui um emprego de digitador em um curso de informática. Todas as apostilas, provas e controle da contabilidade do curso, eram feitos por mim. O salário era baixo, mas minha vontade de "matar" Jade era maior que qualquer circunstância ruim.
Durante meses me dediquei inteiramente ao meu emprego. Parei de beber e de freqüentar os locais que fortaleciam Jade, como: Via Ápia, Boêmio, bares. Até que certo dia, meu pai vendo minha força de vontade em mudar o rumo da minha vida, chamou-me para conversar.
- Jeremias, tenho percebido que ultimamente você tem se dedicado ao seu emprego e abandonou aquela vida boêmia que você vinha levando... Acho que agora é a hora de te dar uma idéia... Eu te vejo batendo cabeça nesses empreguinhos... Por que você não tenta um concurso público?... Hoje em dia ainda é a melhor saída, diante da situação que o país se encontra.
- Será que esses concursos são sérios?
- Eu entrei no TRE por concurso. Esqueceu?
- Mas era outra época.
- Por que você não tenta, pelo menos?
No início achei a idéia impraticável, mas com o passar do tempo fui percebendo os pontos positivos. Um emprego público poderia ser a solução. Não haveria passado que me prejudicasse. Não precisaria de referência. Não sofreria discriminação por ser homossexual, pelo menos na seleção. Era só fazer uma boa prova e o emprego seria meu. Com a estabilidade, não haveria o medo de ser despedido.
Comecei a comprar os jornais que anunciavam os concursos públicos. Sempre que surgia um, fosse para qualquer cargo, eu me inscrevia.
Coloquei o cargo público como meta principal da minha vida. Às vezes, surpreendia-me com tanta energia que brotava de dentro de mim. Era a força destrutiva de Jade que eu revertia em trabalho, estudo, disciplina.
Ao ver meu esforço, meu pai se ofereceu para pagar um curso preparatório para concursos. Aceitei e aproveitei o máximo. Todo o tempo vago que tinha era para estudar. Nos finais de semana, repassava as matérias desde a hora em que acordava até a hora de dormir, só parando para comer.
Envolvi-me tanto com os estudos, que meu emprego de digitador começou a me atrapalhar. Conversei com meu pai sobre essa situação.
- Pai... Eu tenho me empenhado tanto nos estudos... Já fiz inscrição em vários concursos... Logo vão começar as provas... Eu queria ter mais tempo pra me dedicar...
- Pra ganhar o que você ganha nesse emprego, não vai ser difícil conseguir outro. Por que você não larga o emprego e se dedica só aos concursos? Acho que vai ser por uma boa causa... Eu seguro a barra nesse período. - Pela primeira vez, senti que meu pai acreditava em mim e tratava-me como um filho.
Pedi demissão do emprego. Passei a estudar alucinadamente. Às vezes, minha mãe tinha que brigar comigo para que eu parasse um pouco. Era como uma obsessão.
Nesse período conheci Talita, hoje grande amiga. Unidos com o mesmo objetivo, um dava força para o outro quando o desânimo nos assaltava. Foi um envolvimento tão grande, tanta cumplicidade, que chegamos a pensar que estávamos apaixonados. Enxergamos o mundo da mesma forma. Por se sentir como eu, acho que, também, luta contra seu lado Jade.
Em todos os concursos que me inscrevi fiquei classificado. Em uns não consegui o êxito esperado, mas em outros fiquei dentro das vagas oferecidas. Era só esperar a chamada.
Relaxei por dois meses, até que o Tribunal Regional Federal convocou-me para ocupar o cargo de Auxiliar Judiciário.
Meses mais tarde, Talita, também conseguiu ser classificada. Hoje trabalha no Tribunal de Justiça.
Eu estava cumprindo a promessa de matar Jade.
Havia vencido a primeira etapa, a profissional.
Depois de seis meses trabalhando do TRF, houve uma mudança significativa no relacionamento com a minha família.
Sem me embriagar, sem passar noites na rua e com um bom emprego, quebrei a imagem de "ovelha negra". Pouco a pouco as mudanças foram ocorrendo. Conquistei o respeito da minha família. Meu pai passou a me tratar como filho. Minha mãe, que em nenhum momento desistiu, percebeu que todo seu esforço havia sido recompensado, passou a ter orgulho de mim. Acabou a distinção que meus pais faziam entre mim e meu irmão, agora nós merecíamos a mesma atenção. Minha cunhada e meu irmão passaram a me respeitar.
Havia vencido a segunda etapa, a família.
Após pagar todas as dívidas que acumulei durante todas minhas crises, resolvi comprar roupas novas, tratar do cabelo e da pele. Recuperei a minha aparência, que durante muito tempo permaneceu péssima.
Com a estabilidade no emprego, deixei o cabelo crescer até os ombros e passei a usar as roupas que mais se adaptavam a minha personalidade feminina, sem perder o senso do ridículo. Com o passar dos meses, minha aparência e meu jeito ficaram mais femininos. O bem-estar ocasionado por essa mudança fez com que me relacionasse melhor com as pessoas, de uma maneira mais honesta comigo e com os outros.
Os relacionamentos não ficaram mais difíceis, nem mais fáceis do que já eram, mas agora quem se aproxima de mim se aproxima do verdadeiro Jeremias.
Havia vencido a terceira etapa, assumir minha personalidade feminina.
Plenamente recuperado, resolvi me reaproximar dos meus três amigos, esquecidos.
A primeira foi Luciana, que agora é mãe de um menino e está casada com Arnaldo. Recebeu-me de maneira sensata, ouviu tudo o que tinha a contar. Compreendeu todo meu sofrimento e me deu apoio. Não gostou do fato de eu ter me afastado por esses motivos.
A segunda foi Adriana, que continua trocando de namorados em busca do homem ideal, da "alma gêmea". Espontânea e exagerada reagia com caras e bocas a cada fato que eu contava. Recebeu-me de braços aberto, sem ressentimento. Sempre senti muita liberdade em mostrar meu lado frágil para ela. A sua presença me descontraía.
O terceiro foi Fernando, que continua enigmático, dual e solitário. Escutou toda a minha história, como se eu tivesse falando de uma terceira pessoa. Era a famosa impessoalidade. Fernando sempre detestou se envolver ou se sentir envolvido. Não emitiu opinião. É interessante observar o quanto Fernando é dividido em relação a mim. É como se existissem dois Fernandos, um gosta muito de mim e me considera um amigo, outro tem um enorme medo de demonstrar esse sentimento, tanto na minha presença como diante dos outros. É como se o fato de gostar de mim fosse afetar, de alguma forma, a sua masculinidade. A maioria dos heteros que se relacionam comigo, agem da mesma maneira, mantendo a distância, mas com Fernando é muito marcante. Nem sei por que ainda procurava por ele. Talvez a literatura fosse o nosso ponto de união. Talvez fosse uma relação cármica...
Havia vencido a quarta etapa, a reaproximação dos amigos.
Durante todo esse período de renascimento, Maurício não abandonou meus pensamentos. Acho mesmo que o pretexto de reconquistá-lo dava-me força nos momentos difíceis.
Dois anos depois daquele encontro deprimente na Via Ápia, resolvi procurar Maurício. Foi um triste reencontro. Maurício havia se infectado com o vírus da AIDS. Passou a fumar maconha. Percebi que não existia mais o Maurício que havia conhecido. Ele havia se tornado uma pessoa vazia e superficial, que só pensava em "baseado". Continuava namorando o rapaz, por quem me trocou. Seu nome era Cláudio e, também, era portador do vírus de AIDS. Só conseguia ver decadência.
Contei para ele como havia refeito a minha vida e nada pareceu interessá-lo. Não consegui reconhecer meu grande amor. Aquele rapaz, cheio de sonhos e sentimentos, havia morrido. Foi uma enorme decepção. Desisti da idéia de reconquistá-lo. Éramos dois estranhos.
Aquele reencontro me deprimiu durante várias semanas.
Seis meses depois Maurício me procurou para dizer que Cláudio havia morrido vítima da AIDS e que agora estava pronto para reatar nosso relacionamento. Passei por cima do meu orgulho, e pelo período de duas semanas, ainda tentei superar todo o abismo que tinha se formado entre mim e ele, tentei superar o seu vício, a AIDS... Foi impossível... Não havia mais nada, nada, nada que nos unisse.
Por ironia do destino, agora era eu quem terminava o relacionamento cujo rompimento outrora me fizera sofrer tanto.
Foi um final triste, pois não restou nem amizade. Às vezes, pergunto-me se houve realmente amor entre nós. Acho que foi uma paixão que queimou ardentemente e agora só restam cinzas frias e inúteis
Vencer é um verbo que não cabe na situação. Superei a quinta etapa, Maurício.
Apesar de toda a minha mudança não tinha ânimo para retornar ao curso de Administração. Os motivos que me ligavam a ele, não existiam mais. Agora eu tinha o respeito e a aceitação de meu pai.
Também, não conseguia ver o benefício que o curso de Psicologia poderia me trazer.
Fiquei por muito tempo sem saber que caminho eu deveria seguir na área dos estudos...
Um dia, ao encontrar-me diante de uma situação conflitante, segui os conselhos de Fernando e passei minhas angústias para o papel. Escrevi um conto.
A sensação de criar uma história foi maravilhosa. Era algo que você criava e que tinha vida própria, que emocionava as pessoas. Fiquei tão empolgado com a idéia que o mostrei para todos os meus amigos. Todos adoraram, mas Luciana me deu uma idéia magnífica, fazer o curso de Letras.
Durante toda a minha vida, a escrita fez parte dos meus momentos difíceis e dos meus momentos felizes, mas depois desse conto, descobri que escrever era a minha vocação, só restava desenvolver a aptidão e nisso o curso de Letras me ajudaria.
Passei a escrever sobre todos os assuntos. Criei vários contos e a cada um tinha a certeza que na escrita era onde me encontrava.
Fui até a faculdade e consegui mudar o curso de Administração para Letras.
Havia vencido a sexta etapa, os estudos.
Sete é um número cabalístico, místico. Por isso eu deixei essa etapa como a sétima. É onde me encontro.
As seis etapas anteriores foram relativamente fáceis de serem ultrapassadas, pois não mexiam com o que tenho de mais complexo, meu íntimo. Os medos, as frustrações, as limitações, a sensação de vazio, a depressão, são extremamente difíceis de serem superados.
A impressão que tenho de mim mesmo foi que o Espiritismo aliado à minha força de vontade em tornar minha vida em uma vida digna, fez com que superasse todos os obstáculos externos. E acho que isso foi muito válido. Mas quando estou só e me olho no espelho, vejo o velho Jeremias depressivo e solitário, com retoques de resignação, esperança e com a conquista de bons valores íntimos.
O álcool e as drogas deixaram de exercer um fascínio sobre mim. Hoje em dia ainda bebo, mas esporadicamente. Não me drogo mais. O vício te ensina muito, mas através do pior caminho, o da dor. Em longo prazo, a vivência te traz o mesmo benefício com muito mais base.
A escrita foi algo maravilhoso em minha vida, nela transformo minha dor, minha solidão e minha sensação de vazio em criação. Quando sento em frente ao computador e digito páginas de um conto, de uma poesia e, ultimamente, do meu livro, é como se entrasse em contato com os anjos. De todas as minhas conquistas essa foi a melhor, a maior, talvez por isso, apesar da personalidade contraditória de Fernando, eu ainda me sinta ligado a ele, pela gratidão, pois a sua presença na minha vida foi determinante nessa descoberta.
Programei uma reunião com Adriana, Luciana, Talita e Fernando para comemorarmos minhas vitórias.
Minha mãe preparou tudo. Meu pai encomendou as bebidas e os salgados. Meu irmão e minha cunhada fizeram questão de estarem presentes.
Não consigo descrever em palavras a sensação maravilhosa que me invadiu nesse sábado. Repassei toda a minha vida e percebi o quanto tinha transformado destruição em arte, vício em esperança, depressão em disciplina e perseverança. Naquele dia, eu levantava o troféu que a força de vontade e a fé em Deus fizeram com que conquistasse.
Agradeci aos espíritos superiores pela colaboração e a Deus pela oportunidade.
A primeira a chegar foi Luciana, que veio acompanhada de seu filho Rodrigo e seu marido, Arnaldo. Ela, como sempre, apesar de transmitir segurança e equilíbrio, mantém o seu "ar triste".
Arnaldo é um homem sensacional. Não sinto nele o medo que os outros homens têm em relação a minha pessoa, o medo do homossexualismo, que um dia afastará Fernando de mim. Arnaldo é uma pessoa segura, perspicaz e inteligente.
Mais uma vez, observei o relacionamento dos dois. É o meu ideal... Sonho em um dia encontrar um homem com quem possa ter uma relação madura e sólida como a deles. São duas pessoas raras.
A segunda a chegar foi Adriana, sempre jogando seu longo cabelo e movimentando-se de um lado para o outro como se buscasse a si mesma. O que mais me liga a Adriana é a sua emoção a flor da pele. Não existi um sentimento que não seja vivido com intensidade por ela. Sua presença representa vida e liberdade.
A terceira a chegar foi Talita. Sempre me deu a impressão de estar em uma constante crise existencial. No entanto, é uma pessoa transparente, apaixonada pelos amigos e intensa em suas atitudes, além da grande sensibilidade e inteligência. Como eu e Adriana, busca sua outra metade, o homem que preencherá aquilo que somente nós mesmos podemos suprir, com nossas conquistas e nosso trabalho, a sensação de vazio. Eu e Talita éramos viajantes em busca do mesmo objetivo, a paz de espírito.
O quarto a chegar foi Fernando, que após as apresentações, conversou sobre assuntos superficiais com Luciana. Continua sensual e enigmático. É o oposto de Adriana. A facilidade que ela possui de viver cada emoção, é a mesma dificuldade que ele tem em demonstrar seus sentimentos, sua afetividade. Acho que ele representa um personagem no grande palco da vida, mas um personagem totalmente distante da sua verdadeira personalidade. Em algumas situações em que fico a sós com ele, ainda consigo ver um pouco do verdadeiro Fernando. No entanto, ele sente prazer em sufocá-lo e mostrar outro Fernando totalmente estereotipado. O Fernando que ele acredita ser mais homem, mais forte, mais capaz. Se ele fizesse um esforço para quebrar essa "capa dura", com certeza se tornaria um ser humano maravilhoso e um amigo mais próximo de mim.
Senti muita falta de Maurício. Seria bom poder tê-lo ao meu lado naquele momento, mesmo que como amigo. Mas não conseguiria trazer o Maurício por quem me apaixonei. Havia "morrido". Nada, além da maconha, o interessava. A última notícia que tive dele, foi que estava morando com um cabeleireiro, também viciado em maconha.
Todos estavam presentes, meu pai, minha mãe, meu irmão, meu sobrinho, minha cunhada, meus amigos.
Abri o espumante, falei algumas palavras de agradecimento e brindamos a minha nova etapa de vida.
Não me arrependo de absolutamente nada! Muito dos caminhos que trilhei e que a sociedade julga serem errados, ajudaram-me a construir um Jeremias correto, segundo os mesmos padrões dessa sociedade.

NOTA DO AUTOR: No próximo domingo publicarei um post explicando como o livro foi escrito, esclarecendo alguns pontos e as minhas impressões sobre o livro. Não percam!!
Criei duas novas enquetes e gostaria muito que respondessem!
Até o próximo domingo! Abraços

8 comentários:

Anônimo disse...

O livro é viciante, terminei em dois dias, emocionante, envolvente, vicinte... rsrs

Anônimo disse...

O livro é viciante...rsrs
Emocionante, envolvente, terminei em 2 dias. *

Ana Paula disse...

Cheguei ao final com os olhos marejados expressando a minha emoção. Para mim esta leitura foi um aprendizado tanto com o teu sofrimento como pela tua enorme força, garra e determinação. Também me tocou a maneira como teu pai demonstra o carinho por você.
E sem dúvida este livro merece uma publicação! Parabéns pela coragem de expor tua vida aqui e pela maneira surpreendente que esta leitura nos prendeu!
Beijo.

Furlan disse...

Pois é... a visão Espírita ajuda muito.
Acho que eu já disse, numa de nossas trocas de comentários, que eu não fecho questão em nada. O Espiritismo é muito sugestivo, e eu sou super inclinado a ele; porém, não sei se ele é a última palavra. Nem sei se Kardec quis dizer a última palavra. Pode ser que tenhamos, em nosso código genético, muitas explicações que ainda a ciência não atingiu.
De qualquer forma, seja o que for, a verdade é que não somos o nosso corpo físico, e as pessoas não têm o direito de cobrar que sejamos o que aparentamos ser. Eu só me sinto eu lá dentro, onde ninguém enxerga (nem eu enxergo direito, embora venha tentando há tempo). Sua história de vida é inebriante, pois aí está um exemplo de que a dor, se bem suportada (e que dor, hein?), leva os espíritos fortes a amadurecerem demais.
Estou lendo, sim, pela segunda vez. Mas vai ter terceira, quarta, etc. É uma vida - não se lê numa tacada só.

Beijos!

Catarina Gerássimos disse...

Há muito que não lia algo tão intenso e verdadeiro!!
Li e vou ler de novo porque cada passagem deste livro é uma aventura pelo desconhecido que existe no ser humano e tu conseguiste transpor para a escrita, Parabéns por tudo, beijinho

Catarina Gerássimos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcus disse...

Gostei muito da historia e queria ver o rosto do Jeremias, fiquei muito curioso, além do mais me envolvi bastante com essa historia gostei muito tempo de um garoto que usava drogas e isso me prejudicou muito, alias só aparecem pessoas assim na minha vida é um carma!

Rosana Ro disse...

Apaixonei-me pelo seu livro...surpreendente..... eu não li, eu devorei! Amei, amei e amei, e vou mostrar pra todos,Tudo! Vale a pena. Continua assim. Adorei!!